Arquivo do mês: julho 2010

“Antigos e modernos” na Revista de História

A Revista de História da USP publicou esse ano um número especial com o título Antigos e Modernos, organizado pelo Francisco Murari Pires. O número é bem legal, com artigos do François Hartog, Fábio Joly (da UFRBA) e José Otávio Guimarães (da UNB).

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Enquanto isso, no Amapá…

Estudantes encontram urnas Marajoaras de mais de mil anos durante uma aula da pós graduação.

Como trabalha o historiador

Alguns anos atrás eu escrevi um post sobre como trabalha o historiador. Eu não estava pensando em metodologias complicadas, semiótica, iconologia, etc e tal, mas na coisa mais básica e comezinha que faz o historiador perder muito tempo: o bendito fichamento. O que me levou a escrever sobre isso foi uma conversa com o Filippo Coarelli.

Essa sempre foi uma questão que me fascinou, porque meu método de trabalho é muito caótico e a maneira como eu organizo (?) meus fichamentos me obriga a reler tudo o que eu já anotei cada vez que vou escrever um artigo ou um livro. Mas hoje eu achei um artigo fascinante do Keith Thomas, sobre como ele (e outros historiadores famosos) fazem (ou faziam) seus próprios fichamentos.

Narrando a expansão muçulmana

Seguindo uma notícia no sempre útil site Compitum, cheguei a este novo livro de James Howard-Johnston, Witnesses to a World Crisis: Historians and Histories of the Middle East in the Seventh Century, da Oxford University Press. O preço é salgado, mas o índice é de dar água na boca:

1: George of Pisidia
2: Two Universal Chronicles
3: Seventh-Century Eastern Sources I: The History of Khosrov
4: Seventh-Century Eastern Sources II: The History to the Year 682 and the Khuzistan Chronicle
5: Supplementary Roman Sources of the Seventh Century I
6: Supplementary Roman Sources of the Seventh Century II
7: Later Historians: The West Syrian Tradition
8: Later Historians: Nicephorus
9: Later Historians: Theophanes
10: Later Historians at Work in Egypt, Iraq, and Iran
11: Early Islamic Historical Writing
12: The Life of the Prophet
13: Historians of the Middle East in the Seventh Century
14: The Middle East in the Seventh Century: The Great Powers, Arabia, and the Prophet
15: The Middle East in the Seventh Century: Arab Conquests
16: The Middle East in the Seventh Century: A New World Order
Conclusion

As fronteiras do profano na Antiguidade Tardia

Não é porque eu escrevi um capítulo para este livro, e nem porque sou fã dos organizadores, mas a Escola Francesa de Roma acaba de publicar uma bela coletânea de artigos sobre as fronteiras entre o sagrado e o profano na antiguidade tardia. O link para o índice do livro, com os artigos que podem ser comprados online, pode ser encontrado aqui (inclusive o meu, pela pechincha de 6,20 euros).

ps: os artigos podem ser lidos em pdf de graça, mas não podem ser baixados sem pagar, infelizmente.

410 – O saque de Roma

Este ano são completados 1600 anos desde que as tropas visigodas de Alarico tomaram a cidade de Roma. O saque de Roma marcou a história da cidade, assim como a formação do Ocidente. Nos dizeres de Jerônimo, a cidade que conquistou o mundo foi conquistada (ou coisa assim).

Dois anos atrás eu estava batendo papo com um amigo que trabalha no Instituto Arqueológico Alemão de Roma (autor de um livro excelente sobre identidades bárbaras e elites na Antiguidade Tardia), quando nos tocamos que seria interessante reunir especialistas para apresentar o que se sabe hoje sobre o saque: seu contexto, o evento em si, e suas consequências. Nossa questão era simples:  quais são os indícios para dizer que o saque foi tão importante? Arqueólogos frequentemente datam traços de destruição em Roma como sendo de 410, mas será que isso não é um raciocínio circular? 

Bom, como resposta a estas questões organizamos um colóquio que acontecerá em Roma, entre 4 e 6 de Novembro deste ano (Agosto, quando o saque aconteceu, é muito quente!). A programação já está praticamente fechada, e pode ser conferida aqui.

Existia uma racionalidade na economia romana?

O grande José Knust, do NIEP-PREK, fez um comentário muito interessante sobre o post A Integração da Economia Romana, abaixo. O José está estudando a questão da racionalidade econômica romana, e escreveu dois bons artigos sobre essa questão que estão disponíveis na Internet (no Scribd e na revista Tessituras). Eu comecei a escrever esse post como uma resposta ao comentário dele, mas achei a discussão tão interessante que resolvi trazê-la para essa página principal. A gente pode ir enriquecendo essa discussão, e se alguém quiser dar um pitaco (inclusive o José: aqui aceita-se tréplicas!), eu faço novos posts.

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