Bibliografia (2): Roma na Antiguidade Tardia

Para quem viu a primeira bibliografia, e depois leu o texto abaixo, aqui vai uma bibliografia básica sobre a cidade de Roma na Antiguidade Tardia.

1. Rome. Profile of a City, 312-1308 de Richard Krautheimer é antigo, ultrapassado em algumas coisas, mas brilhante e fundamental. É uma história da cidade que incorpora a história social, política, artística e arquitetural da cidade. Krautheimer foi um dos maiores especialistas na arquitetura cristã, mas além disso conhecia a Roma medieval como ninguém (ele morava em um edifício medieval no Trastevere). O livro é uma ótima leitura para quem gosta de bons livros, para quem gosta de história e para quem gosta de arquitetura. Além de ser muito bonito, com centenas de fotos e ilustrações.  

2. Roma Christiana. Recherches sur l’Église de Rome, son organisation, sa politique, son idéologie, de Miltiade à Sixte III, de Charles Pietri. É tão pesado e detalhista quanto o título sugere. Mas é fundamental, uma história de Roma contada do ponto de vista da cristianizãção da cidade.

3. The Transformations of Urbs Roma in Late Antiquity, organizado pelo William Harris – livros de conferência costumam ser chatos, indicando bem o quão chatos são estes eventos. Essa é a exceção: os artigos são excelentes, de altíssimo nível e bem escritos (em espanhol, italiano e inglês). Diversos aspectos são aborados, desde arquitetura doméstica, monumentos públicos, história social, cristianização, etc.

4. Rome dans l’Antiquité tardive, de Bertrand Lançon é um livrinho da série vida cotidiana. É interessante, junta um monte de informação útil. Não é uma brastemp, mas é uma boa introdução. Também existe em inglês.

5. Pagan City and Christian Capital, do John Curran é um belo update nos livros de Pietri e Krautheimer (1 e 2). Além disso, tem caítulos muito bons sobre os jogos na Roma tardia e sobre a influência do monaquismo na vida das elites romanas.

6. Finalmente, La Conversione. Da Roma pagana a Roma cristiana, de Augusto Fraschetti – a melhor produção acadêmica sobre Roma é naturalmente a italiana. Infelizmente os italianos têm pouca repercussão no mundo anglo-saxônico e francês (tirando exceções). Dupla infelicidade, os italianos parecem se recusar a escrever sínteses sobre o período. Fraschetti não. Urbanismo, arquitetura, história política, filologia, história religiosa, tudo entra nesse livraço, cheio de idéias e interpretações novas. Não é fácil de ler, mas vale a pena.

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