O ensino de “classics”: uma luz no fim do túnel?

Lá no Guardian, um interessante artigo de Charlotte Higgins, comentando algumas apresentações da Classical Association. O artigo é interessante, e os comentários no final também, mesmo quando contrários à idéia de que aprender grego e latim na escola é importante (alguns deles fazems sentido). Eu não acho que o estudo de línguas antigas deva ser obrigatório no Brasil, mas seria interessante, se crianças tivessem a oportunidade de saber algo mais sobre o assunto e até aprender um pouco. Por vários motivos: porque Tucídides e Tito Lívio são excelente literatura e história, porque isso ajudaria a combater nossa insularidade linguística, e porque Latim e Grego são tão úteis para o brasileiro quanto logaritmos e química orgânica.

Uma coisa que o artigo diz, no entanto, merece ser citado aqui:

“As the classics professor Richard Seaford pointed out at the Glasgow conference, in 2009 there are more university departments devoted to the subject, more students, more conferences and more productions of Greek plays in the UK than there were 100 years ago. This is not to mention the web, which has transformed access to ancient texts and academic materials. There is even a Roman villa in Second Life, where Latin is spoken. And there are, believe it or not, teachers who tweet students their Latin tests. ”

Pois é. E agora vêm aí versões para o cinema de A Odisséia, a conquista romana da Escócia, e é claro a refilmagem do clássico Clash of the Titans!

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Uma resposta para “O ensino de “classics”: uma luz no fim do túnel?

  1. oi guto,

    aqui em sp pelo menos, tanto os modelos tradicionais quanto os mais modernosos de educação estão em crise. Não se sabe o que fazer com o currículo: com as mudanças no vestibular, nem os métodos “decorebas” nem os que “formam cidadãos” estão conseguindo aprovar os alunos. Daí a confusão: todos querem ensinar algo útil, mas não se sabe útil para quê.

    Uma proposta vem ganhando cada vez mais terreno: a escola minimalista, ensino restrito à matemática e português, em nome da “utilidade para a vida”.

    Eu tenho outra: ensinar coisas inúteis, mas que dão sentido para a vida. Dostoiévski, Tucídides, latim, algebra vetorial (tem gente que orienta a vida nisso!). Claro que isso dependeria completamente do professor, o ensino seria demasiado subjetivo, não sei no que ia dar. Mas acho que é algo a se pensar…

    abs,
    fabio

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